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02.12.14 - Atualizações e "What We Talk About When We Talk About Love"

Posted by Stella on 17:56 in , ,
Fiquei um tempo sem postar aqui no blog, mas continuei postando as resenhas dos livros no Skoob e no Goodreads. Vou colocar os links do segundo aqui, pra não precisar copiar e colar tudo.


Acho que várias coisas me fizeram desanimar de escrever aqui. Um dos motivos que voltei a escrever no blog, mesmo que sobre os livros, foi desenferrujar. E ultimamente tenho trabalhado muito, o que faz sobrar pouco tempo para outras coisas. Acabei deixando o blog um pouco de lado de novo. :(

Fora isso, tive uns estresses pessoais nas últimas semanas, em momentos diferentes, que me fizeram repensar muitas coisas. Mas não sei se esse é o momento de escrever sobre isso.
É estranho como coisas tão bobas e simples para outras pessoas podem fazer uma puta diferença pra gente. (Com o perdão da palavra, mas acho que aqui eu posso...) Digo isso tanto no bom quanto no mau sentido. Por exemplo, no último final de semana uma amiga me chamou pra ir com ela no Planetário assistir Matrix. Achei super legal ela ter me considerado. Talvez ela não tenha achado nada demais no convite, mas pra mim esses convites fazem diferença na maneira como vejo as pessoas. Outra amiga me chamou pra passar réveillon com ela, mas eu não tinha dinheiro pra ir. De qualquer forma, fiquei feliz por ela querer que eu esteja lá, sabe? Da mesma forma que essas pessoas me fizeram feliz de algum modo, outras me deixam tristes e nem sei direito se elas entendem o porquê. Uma pessoa, por exemplo, veio me contar que o namorado novo dela não gostou muito de mim comparado com a minha irmã, porque eu não fico abraçando ele ou sou tão entusiasmada com tudo como ela. Isso me deixou bem chateada, simplesmente porque eu não sou assim. Eu não fico abraçando pessoas que eu não conheço, eu sou tímida (por mais incrível que isso possa parecer para algumas pessoas) e só consigo me soltar quando eu já conheço a pessoa o suficiente pra me sentir confortável perto dela. Sim, eu tenho amigos que eu adoro abraçar, mas são pessoas que eu conheço há um tempo. Talvez essas pessoas achem até estranho eu dizer que sou tímida.
Aconteceram mais coisas, só que como eu disse antes, ainda não é o momento.

Voltando aos livros.


Da última vez que postei aqui, disse que estava lendo Anno Dracula do Kim Newman. Foi um livro difícil de terminar. Falei sobre ele aqui. Logo em seguida, li O Cão Que Guarda as Estrelas do Takashi Murakami. É um mangá lindo que fez meus olhos se encherem d'água. Falei sobre ele aqui. Este livro eu peguei pra ler porque vi a Tatiana Feltrin falando sobre ele no vlog dela sobre quadrinhos, daí fiquei curiosa. Depois disso, li The Sleeper and the Spindle do Neil Gaiman, porque eu amo o Gaiman. Esse livro tem que ser traduzido para o português logo, porque todo mundo aqui precisa ler. Fantástico. Fiz o comentário em inglês no Goodreads e em português no Skoob, mas neste só dá pra ler se você também tiver conta lá, então vou colar aqui meu comentário sobre o livro:

"Lindo, lindo, lindo, lindo mil vezes. É uma releitura dos contos de fada da Bela Adormecida e da Branca de Neve. Enquanto as duas estórias se entrelaçam, as personagens são reformuladas e adaptadas para um mundo mais realístico, no entanto não menos mágico. (Se é que dá pra entender...rs) Um trabalho narrativo maravilhoso, além do capricho com a arte da capa e as letras pretas e douradas. Um livro que não dá para botar defeito!"
Por fim, li What We Talk About When We Talk About Love do Raymond Carver. Terminei este hoje. A resenha em inglês já está no Goodreads e a em português no Skoob, na página do livro. Como uma não é tradução da outra (na verdade eu vou lá e escrevo na hora uma em cada língua) vou escrever aqui minhas impressões a respeito desse livro, misturando um pouco do que falei nas duas redes sociais e acrescentando outras coisas.

Levei um tempo pra terminar esta leitura, porque além dos motivos supracitados, acho que ainda não vivi o suficiente pra entender de verdade este livro. Ele é um livro breve, tem 159 páginas. São contos realistas, sobre pessoas e seus conflitos. Cada vez que lia uma estória, ficava horas pensando sobre ela. Uma que me fez pensar muito foi o So Much Water So Close To Home. Ela trata de um homem que foi acampar com uns amigos em busca de um pouco de paz, só que eles encontraram um corpo de uma garota boiando na água do rio. Sem saber como reagir, eles amarram a perna da garota numa árvore próxima a água pra ela não sair boiando pelo rio e voltam a acampar. Depois de passarem todos os dias que planejaram lá, eles pegam a estrada e ligam para a polícia para avisar sobre o corpo. Claro, depois disso, eles passam a ser perseguidos pelos jornais. IMAGINA A SITUAÇÃO. A frieza com que esses personagens tratam o corpo... tem um momento em que o homem, já irritado, fala para esposa "'What do I know, Claire? Tell me what I'm supposed to know. I don't know anything except one thing.' He gives me what he thinks is a meaningful look. 'She was dead,' he says. 'And I'm as sorry as anyone else. But she was dead.'" (p.80) E no final eu fiquei pensando, ele não age assim tão diferente de todo mundo. Nós tratamos os VIVOS com a mesma frieza, porque seria diferente com os mortos? Quando passamos na rua, vemos uma pessoa machucada, deitada no chão, será que paramos para socorrê-lo na hora?
O autor fala bastante da hipocrisia humana. Ele aponta o pior de cada um e, por vezes, isso é bem assustador. Acho que foi por isso que eu senti que não vivi e li o suficiente para entender totalmente a profundidade desse livro. Por isso dei 3 estrelas.
Num futuro próximo pretendo reler este livro, quando sentir que chegou o momento. Por enquanto, acho que é um livro "adulto demais pra mim", como eu costumava dizer quando era criança dos livros que eu não entendia. rs Ou se não for isso, simplesmente não é uma boa época pra esse tipo de leitura. Ando precisando escapar mais do que mergulhar na realidade.

1 Comments


Não consegui me concentrar na parte dos livros depois de ler seu desabafo pessoal, me deculpe por isso.
Um conselho: considere a vida como um rio, uma constante que sempre passará, aquelas coisas que te fazer feliz, como suas amigas querendo sua presença, você agarra como uma boia salva-vidas, as outras, deixe que a corrente do rio as leve, não que elas sejam algo ruim mas apenas não acrescentam nada para você como pessoa.
Enfim, espero que não tenho passado dos limites por nem te conhecer.
Abraço.

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