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15.10.14 - "O Rei de Amarelo" por Robert W. Chambers

Posted by Stella on 18:34 in ,
Comecei a ler o livro porque foi super bem recomendado pelo Neil Gaiman, Stephen King e H.P. Lovecraft. O vendedor também ficou super empolgado quando viu que eu estava levando este livro, dizendo: "Cuidado, hein! Ele pode te deixar perturbada". Fiquei super empolgada! As expectativas estavam altas demais. Então que aconteceu o que sempre acontece quando temos muita expectativa em algo, me decepcionei.

Este é um livro de contos, escrito em 1895, dividido em duas partes: 
- uma em que existe a peça "O Rei de Amarelo", que deixa a pessoa que a lê bastante perturbada (mas que o leitor só consegue ver um trecho ou outro) e as estórias acontecem em torno dessa peça.
- outra que se passa na Paris do século XIX e estes foram os contos que eu menos gostei. Sério. Achei repetitivos e cansativos.

Dentre as duas partes, há dois contos que são descritos como "de transição", que é onde está o meu preferido, "A Demoiselle d'Ys".

O livro me decepcionou um pouco, porque não gostei muito da segunda parte. A primeira são os contos ditos "perturbadores", mas não achei nada demais. São legais, bons, mas nem de perto algo que iria me deixar perturbada. Fiquei muito mais tensa lendo The Lords of Salem do Rob Zombie.

Outra coisa que me incomodou foram as anotações. Em vez de colocarem no rodapé, elas ficam listadas no final de cada conto, fazendo com que você tenha que interromper a leitura, caçar a página que estão as notas, encontrá-las e aí você já saiu da atmosfera da estória. Fora que algumas anotações mais atrapalham do que ajudam. Depois de um tempo simplesmente parei de ler e só olhava no final mesmo.

Indico pra quem quer descobrir uma das inspirações dos autores supracitados. É interessante porque realmente dá pra reconhecer qual parte eles buscaram como inspiração. Mas não criem muitas expectativas. Talvez tenha sido esse o problema pra mim. Dei 3 de 5 estrelas.

3 Comments


Stella,

Nota de rodapé ou no final é ao que se recorre em último caso. Eu acho que o que se escreve deve ser entendido, a clareza é necessária. Em caso de tradução acontece, mas mesmo assim a escrita pode ter mais universalidade ser não fixar lugares, uma época e expressões dialetais - esse é um estilo mais fantasioso e difícil. Como diz o conto do Malba Tahan: "Iazul" = passa. Tudo passa, e as notas de rodapé correm atrás do que ficou esquecido, e também das defasagens que uma tradução implica.

:)
Marcos


é um livro inspirador quando não se tem expectativas e é feito mais de atmosferas. O fato de ter sido obra inspiradora nos últimos séculos também merece uma melhor analisada hehehe mas não é nada genial hehehe concordo contigo. Por isso, indico: assista Ste kk True Detective (http://megafilmeshd.net/series/true-detective.html) vem aí a segunda temporada


Marcos,

o problema é que as notas não estavam clareando NADA. Eram opiniões de um crítico literário. Que falava várias coisas que nada tinha a ver com o que estava acontecendo na estória e ainda quebrava o ritmo, por conta disso.
Achei elas BEM inúteis.

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