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Empatia

Posted by Stella on 16:49 in ,

Hoje assisti uma defesa de dissertação de mestrado. O objeto de trabalho da dissertação era o livro Água Viva de Clarice Lispector. Como estou fazendo uma matéria na faculdade sobre a autora e esse livro também será estudado, achei muito importante ir lá assistir esse trabalho. Percebi um monte de coisas interessantes, mas a coisa mais interessante não tinha absolutamente nada a ver com o trabalho, o tema, ou a própria dissertação: a empatia.

Senti uma empatia tão grande pela moça que estava lá, defendendo seu trabalho, que não sabia nem se alguém tinha notado. Quando a banca a elogiava, eu me sentia elogiada, ficava sorrindo bobo, da mesma forma que quando ela era criticada, eu tinha vontade de chorar. Daí, depois que saí, lembrei de uma conversa que tive ontem sobre eu ter empatia nas horas erradas - como se esse tipo de coisa lá tivesse hora pra acontecer, a gente não escolhe, certo? - quando alguém me conta uma notícia ruim, eu consigo ser completamente indiferente, coisa de chegar a um ponto de mudar de assunto simplesmente porque não sinto vontade de falar sobre aquilo (nossa, como eu sou rude...), mas quando eu assisto e vejo a coisa ali na minha frente, me espanto e me coloco no lugar da pessoa, eu fico triste, alegre, tímida, sem graça... sou a rainha de sentir vergonha-alheia, alegria-alheia, tristeza-alheia. E quando essa dor do outro me dói eu fico impressionada comigo. Porque eu sei que é uma dor fingida... é dor de poeta, que como já dizia o Pessoa, "chega a fingir que é dor a dor que deveras sente".
E então eu perco e escrevo sobre pra tentar entender. Ficou confuso? Imagina antes...

1 Comments


Nathália Reis Ramos disse...

Sim, ficou confuso. Mas eu juro que entendi e gostei!

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