4

02.11.09 - Side effect

Posted by Stella on 20:14 in
Quando fica-se muito tempo em silêncio, a mente vê naquilo uma necessidade maior de trabalhar. Pelo menos é assim comigo. Vou pulando de um pensamento a outro e quando volto à realidade já nem sei onde começou tudo.

Penso que seria tão simples se a gente pudesse guardar tudo que pensamos e depois descarregar num pen drive. rs Fazer backup me ajudaria muito com toda essa perda de memória recente. É que tem dias que faço um esforço enorme pra lembrar de uma coisinha boba e quanto caio em mim já esqueci mil outras só naquele tempo. Dizem que quando você tenta absorver muita informação, seu cérebro fica sobrecarregado e ignora informações inúteis. Mas como eu sei o que é inútil??

No momento eu acho que lembrar como se canta aquele pagode chato, é uma informação inútil, mas saber o que eu comi ontem é extremamente valioso. Então, por que eu lembro do um e esqueço do dois? Sei lá, acho que há falta de compatibilidade entre eu e minha cabeça.
Ok, nem sempre. Mas nesse quesito, sim.

Esse post também pode ser um efeito colateral de ter acabado de ler O Médico e o Monstro.

2

Conversas à meia-noite

Posted by Stella on 12:23 in

Noite quente de janeiro sempre oferece surpresas. Nem sempre agradáveis, mas de alguma maneira nessas noites o tédio toma forma e o calor parece envolver as pessoas como um anestésico. Quem fica estressado no calor corre mais risco de ter um ataque cardíaco. E, por acaso, lá estavam eles dois conversando sobre qualquer coisa, só pra não pensar no tédio, no calor.
- O que você acha que a gente podia fazer amanhã?, perguntou ela.
- Ah, sei lá..., disse ele hesitante, podíamos ver um filme... cinema tem ar-condicionado.
- Tô sem grana, mas eu também não iria pro cinema só pelo ar-condicionado.
- Por que não? Você tem alguma idéia melhor?
- Ah, um pessoal comentou de ir pra praia..., ela já estava preparando o campo para o que ia vir...
- Você sabe que eu não gosto de praia.
- Eu gosto.
- O que você quer dizer com isso? (por que existe essa tendência a achar que nunca queremos dizer o que realmente estamos dizendo?) E, nesse instante, ele olhou para ela, já que a resposta demorava a vir.
- Não acho que a gente precise sempre fazer tudo junto.
- Então você não gosta da minha companhia? É isso?
- Olha, tá muito quente pra discutir... só tava fazendo um comentário.
- Comentário... sei.

E eles ficaram em silêncio. Meia-noite e cinco.

Apesar de estar ainda perturbado com o final da conversa, ele não aguentava o calor. Então tentou puxar assunto de novo. - Você QUER ir a praia amanhã?
- Que...não., disse ela quando olhou para os olhos dele.
- Porque se você quiser ir sem mim eu entendo..., falou ele mal disfarçando o descontentamento.
- Não quero mais ir, deixa pra lá.
- Então você queria ir antes?

Meia-noite e sete. Silêncio. Meia-noite e quinze.

- Eu pensei que podíamos fazer alguma coisa diferente., depois de pensar muito, finalmente, ela conseguiu um jeito de responder.
- Ah... a nossa rotina te entedia?
- Não é isso. Só acho que podia acontecer algo novo de vez em quando.
- Outra pessoa?

Meia-noite e dezesseis. Silêncio. Meia-noite e vinte.

- Você não consegue pensar nada bom sobre mim, né?, ela começou a demonstrar sinais de fraqueza.
- Eu só penso que se você está entediada comigo, é porque tem outra pessoa te divertindo.
- Sabe, não estou me sentindo bem.
- Que você tem? Tá tentando fugir do assunto não, né?
- Não..., já não conseguindo mais argumentar.
- Então o que que você tem?
- Tô um pouco tonta.
- Vou pegar um copo d'água pra você...

Meia-noite e vinte cinco. Vai até a cozinha, pega o copo, pega a garrafa d'água na geladeira, enche o copo. Guarda a garrafa, volta pro quarto. Meia-noite e vinte nove.
Ele entregou a água pra ela em silêncio, com um pouco de culpa. Ela pegou, bebeu, devolveu o copo a ele. Ele pôs o copo em cima do criado mudo e deitou-se novamente.

Meia-noite e meia. Ouve-se barulho de sirenes lá fora. Aliviado, ele pegou um cigarro, acendeu e disse:

- O que você acha de irmos à praia amanhã?

2

27.10.09 - Filmes, filmes...

Posted by Stella on 15:04 in
Dedico este post à Gabi, se não fosse por ela, nunca teria visto esses filmes. :)

The Soloist (2009) estréia em novembro.


Dirigido por Joe Wright e estrelado por Robert Downey Jr. (aquele do Iron Man) como o colunista Steve Lopez, e por Jamie Foxx como o Nathaniel Ayers, o músico esquizofrênico que vive nas ruas de Los Angeles tocando seu violino. Baseado no livro de Steve Lopez (The Soloist: A Lost Dream, an Unlikely Friendship, and the Redemptive Power of Music), o filme conta a trajetória e as dificuldades da evolução do quadro da esquizofrenia. Me lembrou muito aquela frase do Pequeno Príncipe; "tu és responsável por quem cativas".
No início eu não dava muita coisa pro filme, sinceramente. Mas foi passando e você acaba se envolvendo com a história do Nathaniel, assim como o colunista se envolveu. No começo ele é só uma coisa que você usa pra passar o tempo, mas depois, se assistido de uma maneira mais analítica, se torna uma obra de arte daquelas que a gente não vê sempre por aí. Tem cenas tão tensas que eu mesma fiquei tensa de assistir, tal é o reconhecimento. Assim, vire e mexe acabamos por "usar" as outras pessoas para algum propósito e um belo dia descobrimos que fomos cativados, assim, sem querer. Acho que é isso que acontece com o Steve Lopez.
É uma história REAL e acho que isso é o que mais impressiona. A realidade é mesmo uma coisa chocante.

Nota: 10



The Answer Man (2009) a.k.a. Arlen Faber estréia em dezembro.


Dirigido por John Hindman, estrelado por Jeff Daniels ,como Arlen Faber e Lauren Graham (ela pra mim sempre vai ser Lorelai de Gilmore Girls). Assim que começa o filme você fica um pouco na dúvida se deveria ter começado a assistir. Várias headlines com o título "Me & God" e você pensa "merda, filme com conteúdo religioso!" Mas quando isso acontece, você tem que ser paciente. Tem que ter calma e continuar assistindo. Assim, se até a metade um filme for ruim, é porque ele é mesmo ruim e não tem salvação, mas você não pode sair dizendo que um filme vai ser ruim só por causa de um mal começo. "De repente melhora...", assim continuei assistindo e estimulei a Gabi a também continuar assistindo.
Valeu a pena. Porque trata-se de um filme pipoca divertidíssimo, que inclui ótimos diálogos e prende bastante a atenção. Assim, não é algo que eu classifique como melhor filme do ano, mas é válido. Às vezes é um pouco previsível demais, o final deixou a desejar, mas o que vale é geral e no geral é muito bom. Dá pra sair do cinema repensando certos conceitos, se você for do tipo que curte repensar conceitos. Mas também dá pra ser uma boa pedida pra um programa legal. ;)

Nota: 8,5

Gente, deixando claro que essas são as MINHAS opiniões sobre os filmes. Não deixe de assistir nada porque alguém te disse que é ruim nem só assista porque alguém te disse que é bom. O melhor filme é aquele que você pega pra ver sem expectativas. :) Boa semana pra todos.

4

24.10.09 - A little too ironic

Posted by Stella on 21:16 in ,
Assim, eu tinha escrito um post ENORME contando com meu dia hoje foi irônico. Tipo, tudo dando errado. Mas eu pensei... alguma coisa tem que dar certo, tipo um post.
ENGANO SEU, MOCINHA! Disse o computador malvado.
E simplesmente sumiu todo o post que eu tinha escrito quando eu selecionei tudo pra justificar. Assim. Raiva resume bem. Alanis resumiria bem.

Mas eu vou de Dorothy Parker, que não tem nada a ver com a história.

Indian Summer

In youth, it was a way I had
To do my best to please,
And change, with every passing lad,
To suit his theories.

But now I know the things I know,
And do the things I do;
And if you do not like me so,
To hell, my love, with you!

(Enough Rope, 1926)

3

Oh, Dorothy...

Posted by Stella on 21:29 in ,
Chegou o meu livrooo! Não, não é o MEU livro, mas o livro que eu queria. 8)
The Complete Poems da Dorothy Parker. Unindo o útil ao agradável, vou utilizá-lo no trabalho de conclusão de curso da faculdade e aproveitá-lo ao máximo. Amo meu tio que aceitou comprar pra mim na Amazon, já que não vende no Brasil e agradeço mil vezes por isso. :)

Tantas coisas aconteceram desde a última vez que eu postei aqui (de verdade, porque o último não conta como post, né?)... Bem, saibam que eu estou sem emprego. É. Estava me fazendo muito mal e eu sou assim, fico ferrada, mas a minha saúde mental vem em primeiro lugar.

Hoje assisti Encantada da Disney. E realmente o melhor personagem é o esquilo. :) Sempre é.
Assisti de novo Bem Me Quer, Mal Me Quer. Cara, falem o quiser dos filmes franceses, mas eu adoro. Vi na casa da Teca, uma fofinha que está em fase de recuperação, mas que vai ficar boa logo logo.

Fiz trabalho da faculdade, mas estou de férias essa semana por conta da Semana Acadêmica que está acontecendo no meu campus. Mas tem sido umas férias bem chochas, já que fiquei em casa todos os dias. Todo mundo trabalhando, estudando... :P Então, se alguém quiser me chamar pra fazer alguma coisa amanhã, CHAMA.

Comprei também O Livro Negro do Andre Dahmer (aquele dos Malvados). Já disse que amo tirinhas? Já disse que amo tirinhas cheias de ironia? :D Comprei no mesmo dia em que adquiri Oficina de Tradução da Rosemary Arrojo, livro incrível daqueles que te deixam mais afim de seguir a profissão. Última vez que senti essa vontade de ler mais livros foi com Para Ler Como Um Escritor de Francine Prose. Ótimo.

Hoje volta HOUSE no Universal Channel com a nova temporada, então minhas quintas acabaram de ficar mais interessantes.

Por fim, como eu não ia aguentar não fazer...

Lilacs blossom just as sweet
Now my heart is shattered.
If I bowled it down the street,
Who's to say it mattered?
If there's one that rode away
What would I be missing?
Lips that taste of tears, they say,
Are the best for kissing.

Eyes that watch the morning star
Seem a little brighter;
Arms held out to darkness are
Usually whiter.
Shall I bar the strolling guest,
Bind my brow with willow,
When, they say, the empty breast
Is the softer pillow?

That a heart falls tinkling down,
Never think it ceases.
Every likely lad in town
Gathers up the pieces.
If there's one gone whistling by
Would I let it grieve me?
Let him wonder if I lie;
Let him half believe me.

Dorothy Parker, "Threnody".


6

17.10.09 - Cedendo

Posted by Stella on 12:52
Ok, entrei no twitter.
E agora faz o que?

Se alguém quiser me ajudar... http://twitter.com/rstellissima

10

11.10.09 - Insetos

Posted by Stella on 20:38 in ,
Eu odeio insetos.
Quem me conhece (e quem não me conhece) sabe disso. Como? Vou lhes contar uma pequena história que aconteceu hoje...

Eu estava saindo da casa da minha avó, quando minha irmã grita: "Olha o tamanho dessa formiga!"
Beleza. Fui ver o tamanho da formiga como toda pessoa curiosa. Só que reconheci de longe que se tratava de uma tanajura que havia perdido as asas. Pra quem nunca teve a infelicidade de conhecer uma tanajura, só tenho uma coisa a lhe dizer: EU queria morar onde você mora.
Sim, eu sei que tanajuras são inofensivas, que tem gente louca que as usa pra fazer farofa, mas elas tem um pequeno problema... assim como as formigas de tamanho natural, elas nunca estão sozinhas. Se tem uma, meu amigo, pode crer que tem mil por perto.
Calhou de hoje ser o dia em que elas saem para acasalar. Assim, elas só fazem isso uma vez por ano, ou seja, podia muito bem ser um dia em que eu não precisasse sair de casa, mas é claro que não foi! Foi HOJE.

Saí da casa de vovó já de olho no caminho. Apareceu uma, duas, cinco, dez, vinte... fudeu.
Devidamente desesperada, com a fobia atacando na velocidade máxima, fiquei parada no ponto prestes a me atirar na frente de qualquer coisa que aparecesse para me tirar dali. Apareceu um ônibus de turismo lotado de velhinhos.

Parei o ônibus e antes de entrar disse, em pânico, para o motorista: "Moço, por favor me tira daqui!!! Tenho pavor de insetos e juro pro senhor que tô desesperada!" Como meu desespero era nítido, o motorista não teve muito trabalho pra acreditar em mim e me deixou entrar. Ok que eu fiquei parada na escada segurando o corrimão depois que a porta fechou... a pessoa estava em pânico, gente!! E as tanajuras voavam contra o ônibus e se espatifavam no vidro BEM NA MINHA FRENTE. Os velhinhos, tentando me acalmar, disseram coisas do tipo:

- Você tá com medo porque pensa que são marimbondos, né, minha filha? Mas não precisa se preocupar, a picada nem dói assim.
- Fica calma, menina! A gente pode comer eles.
- São só bichinhos com asas, tem problema não.

Bem, bichinhos com asas são um problema muito sério pra mim. Quando cheguei onde eu iria saltar, o motorista quis me dar uns conselhos do tipo "você é muito nova pra tá assim, menina, pára com isso". Ô, valeu a carona, Seu Motorista!
Saltei olhando pro chão pra não ver os bichos voando, mas o chão não facilitava, tava cheio deles andando, mortos, meio-mortos, etc.

Corri até a rua onde eu deveria entrar, mas tinham milhões deles lá, tipo que não tinha por onde passar. O pânico era tanto que pensei que fosse desmaiar. O coração batendo a mil por hora, parecendo que ia pular do peito como naqueles desenhos da Warner. Corri de volta pra rua principal e entrei numa loja que vendia caixões.

Fiquei parada lá sem saber o que fazer e precisando de um herói pra me salvar. Então, liguei pro namorado. "Amor, (chorando), eu tô (chorando mais), loja de caixão (chorando), aqui perto (buá), me busca!" Ele entendeu o recado milagrosamente, porque eu não teria entendido, e foi lá me pegar. Depois de algum tempo me convencendo a sair dali, porque as pessoas estavam rindo do meu desespero, ele conseguiu me fazer chegar na casa dele.

Sei que levei muito tempo pra me acalmar, pedi desculpas por ter deixado ele preocupado (como ele ia saber que eu estava numa loja de caixões porque era o primeiro lugar que eu vi, em vez de porque tinha acontecido alguma coisa com um conhecido?) e fui tomar banho.

Assim, isso é tudo 100% verdade e essas coisas acontecem comigo o tempo todo. Já saí no meio de prova por causa de um inseto alado desconhecido. Então se alguém conhecer aquele cara que foi na Ana Maria e "curou" a menina da aracnofobia, me apresenta, ok?

5

02.10.09 - O dia que me senti num filme

Posted by Stella on 11:34 in ,

Ontem estava andando até a clínica pra pegar o resultado do exame de sangue e, de repente, senti uma sensação de leveza que eu não sei explicar direito. É como se em algum instante entre os segundos alguma coisa tivesse deixado meu corpo e ali permanecesse um vazio agradável. E quando me dei conta dessa sensação tudo ficou claro, assim, o tempo pareceu mais claro. O que foi muito estranho. Porque sabe quando um personagem em um filme tem uma idéia genial e um poste acende? Ou as árvores de natal ligam os pisca-piscas? Pois foi assim que eu senti.

Continuei até a clínica e peguei o resultado. Descobri que minha tática genial de parar de comer açúcar porque achava que podia estar diabética ou coisa assim não foi tão genial after all. Mamãe diz que eu posso ser considerada hipoglicemica, ou seja, estou consumindo menos açúcar do que deveria. Então, podemos concluir que eu tenho que comer açúcar para minha saúde. Isn't that ironic?

Cheguei atrasada na faculdade, mas por algum motivo eu não estava preocupada. E quando cheguei na sala descobri que nem a professora tinha chegado ainda. Como eu sabia? Será que eu sabia? De repente, naqueles segundos estranhos que tinham passado, a nuvem negra que andou me perseguindo resolveu dar uma voltinha e o mundo ficou um pouquinho mais bonito. Fiquei com vontade de rir, o que na minha condição de pessoa à beira de um ataque de nervos, foi uma coisa muito boa. Até aí, não entendia direito o por que.

O dia passou e eu peguei o ônibus. Paguei, sentei, abri a mochila e peguei "A Felicidade Conjugal" de Tolstói pra terminar de ler. É então que dou de cara com a seguinte passagem:

Mas, em compensação, como tudo me parecia claro e simples quando, largando esse livro, eu passava a meditar sobre o mundo que me rodeava! Parecia-me que viver mal era difícil, enquanto amar a todos e ser amado era fácil.

Eu só sei que neste instante pensei que isso tudo estava tão irônico, tão perfeitamente ligado, que mais parecia coisa de filme. Dessas que não acontecem de verdade. Naquele instante eu entendi que o meu estado é uma escolha minha, que por mais que tudo esteja dando errado, algumas coisas podem dar certo. É claro que aconteceu alguma coisa comigo naquela manhã, mas estou quase certa de que pode voltar a acontecer outra vez, quando eu estiver precisando tanto quanto estava.

Cheguei em casa e fui estudar pra um trabalho que tinha que fazer. O livro era "Self-reliance" de Ralph Waldo Emerson. Pra quem não sabe, self-reliance significa "auto-confiança" ou algo parecido. Digamos que era um livro de auto-ajuda do final do século IXX. rs De acordo com a filosofia dele, uma pessoa não deve buscar a completude nas coisas materiais e externas, somente dentro de si mesmo e naquilo que sua própria mente pode produzir. Lembrei do meu livro que ficou parado e esquecido. Andei dando tanta importância pra coisas efêmeras, que não duram, que esqueci daquelas onde eu posso deixar algo de mim, que vai estar sempre ali.

Talvez meu mau humor corrente seja apenas um fruto da minha mente perturbada por todas as coisas externas e sem importância sobre as quais eu andei me apoiando. De vez em quando a gente tem esses lampejos. Alguns só os têm poucas vezes na vida. Então é bom aproveitar, né? Nem que seja num post do blog.

Espero que vocês continuem me lendo, porque eu não sou assim sempre, apesar dos palavrões. :)

Copyright © 2009 Receios, preocupações e cismas All rights reserved. Theme by Laptop Geek. | Bloggerized by FalconHive.